O que muda com a nova norma
A recente portaria implementada pelo governo federal, que entrou em vigor no dia 1º de junho de 2026, traz mudanças significativas nas regras para o trabalho em feriados no comércio. Este novo regulamento, que foi postergado por pelo menos cinco vezes antes de sua aplicação, exige que estabelecimentos comerciais de 12 setores específicos apenas possam funcionar em feriados mediante a contratação de uma convenção coletiva entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Esta mudança visa fortalecer a negociação coletiva, garantindo que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e que haja um diálogo mais efetivo entre as partes envolvidas.
Setores afetados pela regulamentação
Os setores do comércio que são impactados por esta nova regulamentação incluem:
- varejistas de peixe;
- varejistas de carnes frescas e caças;
- varejistas de frutas e verduras;
- varejistas de produtos farmacêuticos (incluindo farmácias de manipulação);
- mercados e supermercados, cujo foco principal seja a venda de alimentos;
- comércio de artigos regionais em estâncias hidrominerais;
- comércio em meio a portos, aeroportos, estradas e estações;
- comércio dentro de hotéis;
- comércio em geral;
- atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;
- revendedores de tratores, caminhões e automóveis;
- comércio varejista em geral.
Importância do acordo coletivo
A implementação do acordo coletivo se torna uma ferramenta crucial com a nova norma, uma vez que apenas esse tipo de acordo poderá legitimar a atividade comercial em feriados. Dessa forma, a decisão unilateral do empregador não será suficiente; será essencial que haja um consenso e um entendimento mútuo entre empregados e empregadores. O acordo coletivo deve abranger diversas condições de trabalho, como:

- pagamento em dobro;
- folgas compensatórias;
- benefícios adicionais;
Consequências do descumprimento
A não observância dessa nova diretriz pode resultar em penalidades severas para as empresas. O descumprimento pode acarretar multas administrativas e potencialmente acarretar ações trabalhosas, expondo a empresa a riscos legais significativos. Portanto, é de suma importância que os gestores estejam atentos a esta nova regulamentação e busquem formas de adaptá-las às suas operações comerciais.
Direitos dos trabalhadores em feriados
Com a nova portaria, os direitos dos trabalhadores em feriados são ampliados. Eles terão garantido o direito de negociar condições de trabalho diretamente com seus empregadores, assegurando melhores práticas de trabalho e condições de remuneração. A regulamentação visa proteger os interesses dos trabalhadores, garantindo que não sejam forçados a trabalhar em feriados sem uma compensação justa.
Como as empresas devem se preparar
As empresas devem adotá-las práticas recomendadas para se prepararem para as novas exigências legais. Isso inclui:
- Consultas jurídicas: Buscar orientação legal para entender os direitos e deveres sob a nova regulamentação.
- Engajamento com sindicatos: Trabalhar em conjunto com sindicatos para facilitar negociações coletivas que beneficiem ambas as partes.
- Comunicação interna: Transparência com os colaboradores sobre a nova norma e como ela afetará suas condições de trabalho.
Impacto na negociação coletiva
A atual regulamentação é vista como um fortalecimento das negociações coletivas, conferindo uma nova relevância ao papel dos sindicatos. Em vez da negociação ocorrer de forma esporádica ou unilateral, a norma exige uma abordagem mais colaborativa, onde ambas as partes têm a oportunidade de dialogar. Essa mudança permite uma maior cidadania trabalhista, proporcionando um cenário mais igualitário na relação empregador-empregado.
Legislação anterior versus nova regulação
A nova portaria baseia-se na Lei nº 10.101/2000, mas traz uma abordagem mais rigorosa em comparação com a legislação anterior, que permitia o trabalho em feriados sem a necessidade de acordos coletivos. Essa mudança reflete um esforço para restabelecer a legalidade e garantir que o trabalho em feriados ocorra em termos que respeitem os direitos dos colaboradores e os procedimentos legais necessários.
Dúvidas comuns sobre a nova norma
É natural que surjam algumas dúvidas entre empresas e trabalhadores a respeito da nova norma. Algumas perguntas comuns incluem:
- Quais são as penalidades por descumprimento da nova norma?
- Como formalizar um acordo coletivo?
- Os sindicatos têm a obrigação de negociar todos os pontos apresentados pelos empregadores?
- Como ficará a situação para empresas que já possuem acordos coletivos anteriores?
Próximos passos e como acompanhar as mudanças
As partes interessadas devem se manter informadas sobre os desdobramentos dessa legislação, acompanhando comunicados do Ministério do Trabalho e conversando com representantes sindicais. Além disso, a participação em seminários e workshops pode ser uma maneira eficaz de entender melhor a nova norma e suas implicações.



